Carta à igreja em Filadélfia

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Apocalipse 3:7-13

 

A cidade

A cidade de Filadélfia gozava de uma localização estratégica de acesso entre os países antigos de Frígia, Lídia e Mísia. Foi fundada pelo rei de Pérgamo, Atalo, cerca de 140 a.C. Ele foi conhecido por sua lealdade ao seu irmão Eumenes, dando assim origem ao nome da cidade (Filadélfia significa "amor fraternal"). A região produzia uvas, e o povo especialmente honrava a Dionísio, o deus grego do vinho. Entretanto, Filadélfia era uma cidade pequena e sem nenhuma atividade econômica de grande destaque. A cidade servia como base para a divulgação do helenismo às regiões de Lídia e Frigia e localizava-se num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Era chamada de a porta aberta do Vale do Hermo. Usando a situação geográfica como referencial, Jesus diz que a igreja tem uma porta aberta pela frente.

Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério. Atualmente, a cidade de Alasehir fica no mesmo lugar, construída sobre as ruínas de Filadélfia.

A carta

Jesus se apresenta como o santo e verdadeiro. Nessa auto-designação, Jesus enfatiza sua realidade, em contraste com a falsidade dos judeus que viviam na cidade.

Ele também se apresenta como aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fecha, e que fecha, e ninguém consegue abrir. Filadélfia era conhecida como a porta aberta do Vale do Hermo, mas Jesus se mostra como a chave, aquele que tem a autoridade e o domínio sobre todas as coisas.

A igreja

A exemplo de Esmirna, Filadélfia não recebeu qualquer crítica do nosso Senhor. A essa igreja, Jesus declara que, mesmo sendo pequena e fraca, provavelmente se referindo ao seu tamanho e poder financeiro ou político, o Senhor havia posto diante de sua igreja uma porta aberta, a qual ninguém poderia fechar. Antes mesmo de falar sobre as suas obras, Jesus já oferece encorajamento a esses discípulos, mostrando-lhes que aquilo que ele lhes confiasse, ninguém poderia usurpar ou impedir. Mesmo sendo servos fiéis, eles se sentiram fracos e, talvez, incapazes de cumprir bem sua missão, mas Jesus lhes afirma que sua força vinha Dele, e não de si mesma. Filadélfia era uma cidade missionária das trevas, mas à sua igreja, Jesus estava concedendo a autoridade de ser porta para a difusão do evangelho.

Essas portas representam acesso e oportunidades. Deus lhes estava dando oportunidades e, antes que desanimassem, ele lhes mostra que sua pouca força, em termos físicos não representava qualquer empecilho a esse chamado, visto que, no mundo espiritual, essa igreja era poderosa diante de seu Senhor. É nesse mesmo sentido que Paulo declara em II Co 12:10 que: “sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. É isso o que fazia com que essa igreja permanecesse de pé, mesmo diante de lutas e perseguições.

Essa maravilhosa igreja vivia em constante oposição dos judeus, que tinham uma sinagoga na cidade. O livro de Atos nos mostra o quanto esses que se julgavam conhecedores de Deus perseguiam o evangelho. Isso não era diferente em Filadélfia. Mas o Senhor não deixou que isso passasse despercebido. Ele guardou sua igreja e aprovou a sua fidelidade, prometendo que esses seguidores de Satanás viriam e se prostrariam aos seus pés.

O desafio

A essa igreja, o desafio do Senhor era que se mantivessem fiéis. As lutas seriam grandes e difíceis, e, ao contrário de algumas das sete igrejas, Filadélfia não havia desistido ou se conformado com o mundo. O Senhor queria que não vacilassem, que não olhassem para traz, que permanecessem firmes até a sua volta.

A promessa

Como vimos no início, a cidade de Filadélfia, não muito tempo antes de receber essa carta, havia sido destruída por um terremoto. É certo que todos traziam esse trágico acontecimento em suas memórias, e, possivelmente, temiam que algum dia isso pudesse novamente acontecer. Mas, aos seus filhos, o Senhor os promete ser como colunas no santuário de Deus, colunas essas que, como disse Jesus, jamais sairiam dali, jamais se abalariam. As colunas da cidade haviam ruído, mas as colunas no verdadeiro templo de Deus jamais seriam destruídas.

Como diz o Salmo 125, “os que confiam no SENHOR são como o monte Sião, que não se abala, firme para sempre”.

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