Carta à Igreja em Tiatira

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Apocalipse 2:18-29

A cidade

A cidade de Tiatira situava-se no caminho entre Pérgamo e Sardes. Atualmente, chama-se Akhisar (significa “castelo branco”), na Turquia. Lídia, a primeira pessoa convertida por Paulo na Europa, era de Tiatira (Atos 16:14), mas não temos mais nenhuma informação sobre esta igreja no texto bíblico, a não ser quanto a essa carta enviada por Jesus a essa igreja.

A cidade de Tiatira era conhecida pela produção de púrpura, uma tinta usada em tecidos. Em virtude de sua localização entre grandes centros, essa cidade especializou-se no comércio, não apenas da púrpura, mas também de roupas, artigos de cerâmica, bronze, etc. Havia em Tiatira grupos organizados de artesãos e profissionais, semelhantes às associações profissionais de hoje, mas com elementos religiosos de influência pagã, ou seja, cada associação tinha seu deus protetor, ao qual todos os associados deviam reverência e culto.

A religião

Como as outras cidades da época, Tiatira também tinha seus templos e santuários religiosos, incluindo templos a Apolo, Tirimânios e Ártemis (uma deusa chamada Diana pelos romanos), além de um santuário a sibila (orácula) Sambate. A importância de figuras femininas na cultura religiosa de Tiatira pode ter facilitado o trabalho de Jezabel, a mulher que seduzia os discípulos e incentivava a idolatria e a prostituição.

A igreja

Jesus se dirige à igreja se apresentando como aquele que conhecia “as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras”. A igreja em Tiatira era uma congregação ativa. Ao invés de esfriar, ela se tornou cada vez mais fervorosa no serviço a Deus. Vimos que faltava amor em Éfeso (2:4), mas Jesus viu esta qualidade boa em Tiatira. Junto com as suas obras, os discípulos em Tiatira mostraram a sua fé, perseverando mesmo em face de perseguições ou dificuldades.

Como já comentado, as associações comerciais de Tiatira tinham como ponto alto os eventos de adoração ao deus patrono. Esses eventos incluíam banquetes nos quais os alimentos eram primeiramente sacrificados a esses ídolos, seguidos pelo verdadeiro e totalmente imoral divertimento. Os crentes que se negavam em participar desses eventos eram discriminados e desprezados pela sociedade, o que lhes trazia sérias conseqüências em relação a seus negócios seculares.

Assim, o problema principal da igreja em Tiatira, narrado por Cristo, foi uma atitude tolerante em relação a uma falsa profetisa. É possível que essa mulher realmente se chamasse Jezabel, mas é mais provável que Jesus tenha escolhido este nome por representar toda a maldade da mulher do rei Acabe no século IX a.C. Ela teve uma influência terrível em Israel, conduzindo o povo à idolatria e à prostituição cultual. A Jezabel de Tiatira agiu de maneira semelhante, seduzindo os cristãos às práticas de idolatria e prostituição (imoralidade sexual literal, ou impureza espiritual), incentivando os crentes a comerem coisas sacrificadas aos ídolos.

Interessante que Jesus promete prostrá-la de cama, mas não à cama da prostituição à qual ela se deitava por vontade própria, mas a cama de doença e sofrimento. Jesus forçaria esta mulher e seus cúmplices a se deitarem na cama de tribulação.

Os crentes

Entretanto, Jesus afirma àqueles que não haviam abraçado a doutrina de Jezabel e que não haviam conhecido, como eles diziam, as coisas profundas de Satanás, que não lhes jogaria outra carga, mas apenas que “tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha”. Vejam que o Mestre não queria colocar jugo sobre suas costas, pois seu jugo é manso e seu fardo é leve, como nos afirma o texto de Mateus. O pai apenas pedia a seus filhos que não se contaminassem com a sujeira na qual o mundo à sua volta esta envolto. Ele queria que seus filhos permanecessem limpos, para que pudessem ter comunhão com ele.

Esses crentes já tinham a aprovação do Senhor quanto as suas obras e seu amor, e o Pai apenas os convidava a permanecer fiéis, e não largar aquilo que haviam conquistado, a exemplo do que fizeram os crentes de Éfeso.

Ao vencedor

Essa carta traz, àqueles que se guardassem fiéis, não desfalecendo em suas obras e amando ao Senhor sobre todas as coisas, a promessa de que teriam autoridade concedida dos céus. Esses crentes podiam, no presente momento, ser oprimidos pelas autoridades locais, mas, em Cristo, exerceriam a verdadeira autoridade, autoridade essa que não é conquistada ou mantida pela força, mas que vem do Senhor e que transforma o mundo.

Esses crentes gozariam de eterna e profunda comunhão com Cristo, a Estrela da Manhã, brilhando e reinando em glória, por intermédio daquele que os havia conquistado por seu sangue. Seriam como o que a Bíblia descreve em provérbios, 4:18: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais, até ser dia perfeito”.

comentario

quero parabenisar o altor desse maravilhoso artigo,realmente está muito bom.

 

Elogia

 


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MATERIA DE OTIMO QUALIDADE E GRANDE APRENDIZADO.

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