Quanto vale o que oferecemos ao Senhor?

imagem de Flávio Cardoso
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Texto para reflexão no Grupo de Vida

E disse o rei Davi a Ornã: Não, antes, pelo seu valor, a quero comprar; porque não tomarei o que é teu, para o SENHOR, para que não ofereça holocausto sem custo. (I Cr 21:24).

Neste último fim de semana, fomos tremendamente impactados pelos testemunhos de missionários que gastam suas vidas levando o nome de Jesus entre mulçumanos (por motivo de segurança, peço que não citem seus nomes nos comentários, ok?). São pessoas que colocam em último plano os sonhos de segurança, paz e prosperidade que alimentam a maior parte de nós. Suas condições de vida são tão diferentes das nossas, que ficamos pensando: será que minha vida agrada a Deus, tanto como a vida desses missionários?

Enquanto ouvia os testemunhos de prisões e torturas sofridas por um desses missionários, uma irmã na igreja me disse: "eu sinto vergonha de olhar para esse missionário". Na realidade, essa era exatamente a minha condição. Como podemos viver com tanto conforto, desfrutando de tantas bênçãos materiais, enquanto um irmão que trabalha para Deus mil vezes mais do que nós, não desfruta de nada disso?

Como não nos sentirmos culpados quando saímos do culto em nossos carros e vamos para nossas casas confortáveis, comemos uma farta refeição e dormimos em nossas camas, devidamente aquecidos? Ainda não tenho todas as respostas para essa pergunta complicada. Com certeza, muitas e muitas pregações poderiam ser feitas explorando esse tema. Mas, algo me ocorreu e gostaria de compartilhar.

Certamente, não podemos oferecer a Deus o mesmo sacrifício que os missionários oferecem. Não podemos procurar uma delegacia e dizermos "Por favor, me prendam e me torturem, pois eu sou cristão". É bem verdade que, nos primeiros séculos da Igreja, houve pessoas que fizeram exatamente isso. Mas sua atitude foi condenada pelos líderes da Igreja à época.

Mas, ainda que não possamos oferecer a Deus o mesmo sacrifício dos missionários, há outros sacrifícios que podemos e devemos oferecer. É preciso fazer uma importante ressalva, aqui. Os sacrifícios de que estamos falando não têm nada a ver nossa sua salvação. Somos salvos pela graça, por meio da fé no sacrifício de Cristo, realizado de uma vez por todas. Não oferecemos sacrifícios PARA sermos salvos. Oferecêmo-los por amor àquele que nos salvou.

Então, o que podemos oferecer a Deus? Ora, podemos abrir mão de coisas que nos dão prazer. Um importante exemplo neotestamentário de sacrifício que podemos oferecer é o jejum. Os apóstolos da Igreja primitiva jejuavam (At 14:23, II Co 6:5 e 11:27). Os Pais da Igreja, dos primeiros séculos, recomendavam fortemente que os fiéis jejuassem. Portanto, devemos ter o hábito de jejuar.

Mas creio que o jejum não é apenas a abstinência de alimentos. Penso que deveríamos ampliar sua definição para "abstinência de qualquer coisa que nos agrade". Então, para oferecermos sacrifícios de amor a Deus poderíamos, a cada dia, abrir mão de algo que nos agrada. Note: eu não disse abrir mão de TUDO o que nos agrada, mas apenas de ALGO. Então diríamos a nosso Pai: "Veja, Senhor: eu poderia estar fazendo isso, que tanto me agrada. Mas estou abrindo mão por amor a Ti. O Senhor é mais importante do que o meu prazer".

Tenho a impressão de que essa rotina alegraria o coração de Deus. E tenho a certeza de que provocaria uma grande transformação em nosso ser, pois estaríamos, a cada dia, dizendo "não" a nós mesmos.

Já notaram como a falta de um pequeno prazer, em nossa vida, nos deixa transtornados? Pode ser que 99% de nossa vida esteja uma bênção, restando apenas 1% para que tudo fique perfeito. Pois bem: esse 1% mexe terrivelmente com nossa cabeça. É como uma pequena pedra no sapato. Não importa o quão luxuosa seja nossa vestimenta. Se houver uma pedrinha no sapato, não conseguimos andar. Nossa natureza humana exige que tudo esteja 100% bem, e não sossegamos enquanto não conseguirmos isso.

O que estamos propondo, aqui, é que cada um coloque, regularmente, uma "pedrinha" no sapato da vida, por amor ao Pai, e siga em frente na caminhada.

Perguntas para debate no Grupo de Vida

Depois da leitura do texto acima, discutam as perguntas abaixo no Grupo:

  1. De que coisas prazerosas você poderia abrir mão por amor a Deus?
  2. Você já passou por uma situação, na sua vida, parecida com a descrita no texto, na qual 99% era bênção restando apenas 1% para que tudo ficasse perfeito? Compartilhe com seus irmãos:
    • Como você se sentiu? Quanto esse 1% o incomodou?
    • Você passou a orar insistentemente para que o 1% restante fosse logo resolvido?
    • Você lembrou de agradecer pelos 99% de bênçãos?
    • Você gastou mais tempo agradecendo pelos 99% de bênçãos, ou orando pelo 1% restante?
  3. Que tal experimentar, por 1 semana, o estilo de vida aqui proposto?
    • Escolha algo de que você deseja abrir mão durante 1 semana;
    • Procure um irmão(ã) do seu Grupo e firme com ele(a) o compromisso de abrir mão desse algo;
    • Durante a semana, ore pelo seu irmão e ligue para ele, para exortá-lo e encorajá-lo a não desanimar;
    • Na próxima semana, compartilhe com todo o Grupo quais foram as suas impressões e o que mudou em sua vida.

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