alegria

imagem de Flávio Cardoso

Alegria e tristeza (parte 3)

Textos bíblicos

  • Irmãos, tenham os profetas que falaram em nome do Senhor como exemplo de paciência diante do sofrimento. Como vocês sabem, nós consideramos felizes aqueles que mostraram perseverança. Vocês ouviram falar sobre a perseverança de Jó e viram o fim que o Senhor lhe proporcionou. O Senhor é cheio de compaixão e misericórdia. (Tg 5:10-11)
  • E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. (Lc 9:23)
  • Por isso sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas
    perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou
    fraco então sou forte.
    (2 Co 12:10)


Abraçando a dor

No mundo a nossa volta, faz-se uma distinção radical entre alegria e tristeza. As pessoas têm a tendência para dizer: "Quando estamos alegres, não podemos estar tristes e, quando estamos tristes, não podemos estar alegres". De fato, a sociedade contemporânea faz todo o possível para separar a tristeza e a alegria. Por isso, a tristeza e a dor devem ser evitadas a todo o custo, porque são o oposto da alegria e do contentamento que desejamos.

A morte, a doença, as fraquezas humanas... tudo deve ser escondido do nosso olhar, porque são coisas que nos afastam da alegria por que anelamos. São obstáculos no caminho da nossa meta de vida.

A perspectiva oferecida por Jesus está em contraste evidente com esta visão mundana. Jesus demonstra, tanto nos seus ensinamentos quanto na sua vida, que a verdadeira alegria é frequentemente encoberta pela nossa tristeza e que a dança da vida tem o seu início quando nos tocam as desgraças. Diz ele: "Se o grão de trigo não cai na terra e não morre, fica sozinho. Mas se morrer, produz muito fruto. Quem tem apego à sua vida, vai perdê-la, quem despreza a sua vida neste mundo, vai conservá-la para a vida eterna" (cf. Jo 12:24-25). A dois dos seus discípulos desiludidos depois da sua paixão e morte, Jesus diz: "Como vocês custam para entender, e como demoram para acreditar em tudo o que os profetas falaram! Será que o Messias não devia sofrer tudo isso, para entrar em sua glória?" (Lc 24:25-26).

É-nos revelada aqui uma maneira completamente nova de viver. É uma maneira segundo a qual a dor pode ser abraçada, não pelo desejo de sofrer, mas por saber que algo de novo nascerá da dor. Jesus chama às nossas dores "dores de parto". Diz assim: "Quando a mulher está para dar à luz, sente angústia, porque chegou a sua hora. Mas quando a criança nasce, ela nem se lembra mais da aflição, porque fica alegre por ter posto um homem no mundo" (Jo 16:21).

A cruz tornou-se o mais poderoso símbolo desta nova visão. A cruz é um símbolo de morte e de vida, de sofrimento e de alegria, de derrota e de vitória. É a cruz que nos indica o caminho.

(Extraído de Mosaicos do Presente, de Henri Nouwen)

O exemplo de Jó

Eis que temos por felizes os que perseveram firmes (Tiago 5:11)

Quando toma a decisão de tratar com o homem, Deus não o deixa até que o tenha conduzido a um lugar seguro. Em Seus tratos com Jó, Deus foi caracteristicamente perfeito. Primeiro, permitiu que todo seu gado fosse levado. Depois, seus rebanhos foram consumidos pelo fogo. Em seguida, seus filhos e filhas morreram; e mal Jó havia se recuperado destas provações quando, ainda em protesto, vê-se coberto "de tumores malignos, desde a planta do pé até o alto da cabeça" (2:7)

Contudo, chegou o dia em que, em sua total submissão a Deus, os protestos de Jó foram silenciados e o próprio Deus teve liberdade para falar. Consequentemente, por fim, suas provações resultaram no triunfo final. Tiago refere-se a este acontecimento como o "fim que o Senhor lhe deu" (v. 11). Portanto, fica claro que o que importa não é a quantidade de provações que temos, mas que alcancemos o alvo de Deus por meio delas.

(Extraído de Uma Mesa no Deserto, de Watchman Nee)

 


Tópicos para reflexão em grupo

  • Que passagens dos textos acima mais falaram ao seu coração?
  • Jesus disse que nós devemos diariamente tomar a nossa cruz, ou seja, negarmo-nos a nós mesmos. O que isso significa?
  • Algumas vezes, a vontade de Deus é definitivamente diferente da nossa. Nesses casos, é inútil clamar para que Deus mude a vontade dEle. Na minha opinião, carregar a própria cruz significa simplesmente a completa rendição à vontade de Deus quando ela é diferente nossa. Você concorda com isso?
  • Compartilhe com os seus irmãos alguma vez em que você precisou se negar a si mesmo por amor a Cristo.
  • Discuta 2 Co 12:10 com o Grupo.
  • Alguns cristãos imaginam (e ensinam) que Cristo veio para nos livrar de todo sofrimento. Dizem eles: "Cristo sofreu para que você não sofra mais". Como você analisa esse tipo de ensino, à luz do que aprendeu hoje?

 

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